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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Cinto no banco de trás

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro “é obrigatório o uso do cinto de segurança para condutor e passageiros em todas as vias do território nacional” (artigo 65 de 1998), passível de multa e o acúmulo de 5 pontos na carteira. Apesar de obrigatório, ainda é muito baixo o uso do cinto de segurança pelos ocupantes do banco traseiro. Segundo estudos da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), apenas 3% dos adultos e 20% das crianças utilizam o cinto no banco de trás.

As conseqüências dessa falta de cuidado são trágicas. Num acidente frontal o corpo do ocupante do banco traseiro (veja o Vídeo abaixo) é projetado para frente. Se o veículo estiver a 50km/h e atrás estiver um adulto de 60 kg, ele será arremessado contra o banco da frente pesando mais de 1 tonelada. E além disso, ao mesmo tempo em que o passageiro é jogado para frente, sua cabeça bate no teto e seu corpo continua sendo deslocado para frente, ocorrendo o risco de flexão extrema do pescoço, o que pode provocar fratura da coluna cervical. Além das conseqüências que a própria pessoa sofrerá por não usar o cinto, ela poderá ferir gravemente ou até matar quem estiver no banco da frente devido ao impacto.

Infelizmente, o condutor brasileiro ainda não atentou para a importância do uso do cinto em geral. Fizemos uma pesquisa simples no bairro Belvedere com ajuda dos alunos  do Centro de Formação de Condutores Belvedere em Belo Horizonte/MG. Nessa pesquisa, os dados mostram que 48% dos condutores do bairro Belvedere não utilizam o cinto de segurança no banco da frente e mais de 95% não utilizam o equipamento no banco de trás.

São dados preocupantes uma vez que o Código de Trânsito completa 13 anos e não tem sido posto nem parcialmente em prática. Algumas das causas de tal desrespeito podem ser o desconhecimento, a ignorância, a má interpretação e a falta de fiscalização para coibir tais infrações. Além da falta de educação, é claro. Mais do que respeitar uma regra, o condutor deve ter consciência de que exigir dos seus passageiros o uso do cinto é sua responsabilidade e obrigação.


Opinião
Com esta informação, surge em nós um sentimento de incoformismo, fragilidade e impotência diante de uma situação tão perigosa que a nossa sociedade está vivenciando e não está tendo a dimensão da gravidade de tudo isso.  Podemos num piscar de olhos perder parentes, amigos e pessoas que também não conhecemos de uma forma tão brutal e que nos trará consequências físicas e mentais inimagináveis. 


Onde estamos errando?
O que mais devemos fazer se estamos tendo informações sobre isso?
Estamos sendo negligentes ou coniventes?
É falha do Poder Público ou de nós mesmos como Cidadãos?
Que Educação é essa que tanto cobramos e não praticamos?

Pude constatar esses dados numa pesquisa também informal e que muito me entristeceu ao verificar que 8% dos "domingueiros" (motoristas que ainda bebem aos domingos e saem com suas famílias e namoradas (os) para passear, curtir o carro) não usavam o cinto de segurança, talvez por imaginar que no domingo não aconteça acidentes; que no domingo é "mico" usar o cinto de segurança; que no domingo não há fiscalização". Mais perplexo ainda foi ver na capital mineira motoristas do transporte coletivo não usando o cinto de segurança, isto é, um profissional do trânsito que transporta "vidas". Que respeito esse cidadão tem com essas vidas que ele transporta?




Onde estamos errando?
O que mais devemos fazer se estamos tendo informações sobre isso?
Estamos sendo negligentes ou coniventes?
É falha do Poder Público ou de nós mesmos como Cidadãos?
Que Educação é essa que tanto cobramos e não praticamos?



Ainda acredito na mudança de comportamento...ela sim é capaz de salvar vidas... 

Texto: Roberta Torres 
Comentários: Emerson Santana

Paz e respeito no Trânsito!!!





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