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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Na ponta do lápis...


Se você não sabe quanto tem, nunca poderá assumir o comando da própria vida ou, pelo menos, daquela parte em que o dinheiro é necessário. Quem diz isso é Jacob Needleman, professor de filosofia e religião comparada na Universidade Estadual de São Francisco, nos Estados Unidos, no livro O Dinheiro e o Significado da Vida (Editora Best Seller). 

Para conseguir poupar, você precisa saber antes o que se passa com suas contas. A primeira coisa é mudar a maneira de encarar a situação, e parar de se angustiar com o fato de ter pouco dinheiro. Se serve de consolo: esse é o problema do mundo. "Quando não é possível ganhar mais, a única saída é gastar menos", afirma Simino Júnior. Parece óbvio? E é mesmo, mas pouca gente leva em conta noções elementares de matemática quando se trata de administrar as próprias finanças. 

O único jeito de descobrir o que cortar é colocar sua vida financeira no papel ou na tela do computador. Se preferir, compre um destes programas de gerenciamento financeiro: Money, da Microsoft, e Quicken, da Intuit. "Os brasileiros não têm o hábito de se planejar financeiramente porque viveram muitos anos sob inflação galopante, o que impossibilitava qualquer tipo de previsão", diz Simino Júnior. 

Uma sugestão é anotar seus gastos diários durante três meses para ter idéia de quantas vezes por dia abre a carteira. Com o tempo, você conseguirá fazer essa contabilidade naturalmente sem ficar tão preocupado com as anotações. Mas o melhor mesmo, para assumir de vez o controle da sua vida financeira, é criar um calendário anual lançando despesas sazonais, como IPVA, IPTU, seguro do veículo, seguro do imóvel, visita ao dentista etc. "Esse planejamento também funciona como referência para o valor do seu colchão de segurança", afirma Simino Júnior. 

Depois de relacionar todos os gastos, agrupe-os em categorias como moradia, lazer, estudos etc., anotando quanto você consome anualmente com cada uma delas. Isso vai ajudá-lo também a aprender outra lição importante: dimensionar gastos. Qualidade de vida tem tudo a ver com diversão. Mas, se em um ano você gasta mais com cinema, teatro, viagens e restaurantes do que consome com as prestações da casa própria, algo está errado. Você precisa rever seu orçamento - principalmente se for necessário fazer algum tipo de ajuste. 

Simino Júnior dá outra dica para ajudá-lo a se tornar financeiramente mais educado: divida seu salário líquido por trinta para descobrir qual é o seu ganho diário. Depois disso pode ter certeza de que você vai pensar mil vezes antes de ceder àquela história de que mais vale um gosto do que dinheiro no bolso. 

Sucesso Sempre!!!

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