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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Mais uma carta queimada e vem mais por ai...

Estamos falando em redução de IPI e incentivo ao consumo desde novembro de 2011. Pois bem, a data para o término da redução do IPI para a linha branca era em março, prorrogado até junho e agora até agosto. Até onde vai essa ciranda? 

É repetitivo, cansativo e está ficando insuportável perceber que os comunicados do Governo não tem mais credibilidade e tudo o que é dito, pode ser desmentido logo adiante. 


Essas ações mais parecem negociatas em benefício dos próprios empresários dos setores do que realmente ações voltadas para resolverem a situação. Quase um ciclo vicioso onde quem não chora não mama.


Estamos ou não imunes à crise? Estamos ou não em crise? Sairemos ou não da crise? O que vemos são ações desesperadas para ao fim de cada período refazer as contas do crescimento previsto para o ano, isto é, crescimento quase nulo como a última fala do Ministro da Fazenda.


Crescimento quase nulo?

Revisão do PIB a cada três meses? Banco Central reduz previsão de crescimento do PIB mais uma vez, agora de 3,5% para 2,5%. No artigo anterior a previsão de crescimento para o segundo semestre era de 5%.

Processo de desindustrialização?

Aumento do endividamento das famílias brasileiras?

Passamos por isso em 2008 e não aprendemos? Infelizmente, parece que não, pois tudo continua na mesma, e vem mais por ai, a próxima prorrogação será do IPI dos automóveis, alguém ainda duvida?



Ações são necessárias sim para enfrentar a crise, mas o que vemos é que estas ações são paliativas e não definitivas. Em contra partida, para sair da crise, o Governo com esse comportamento, não está blindando a sociedade e o custo disso tudo está claro com o endividamento das famílias que são incentivadas a consumir a todo momento sendo que os prazos das reduções dos impostos são prorrogados constantemente. Isso faz com que as famílias não utilize a ferramenta "Planejamento Financeiro" e compre cada vez mais por impulso, comprometendo ainda mais o seu orçamento.


Veja a matéria do Portal G1 em 29/06/2012

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta sexta-feira (29) que será prorrogada por mais dois meses a redução das alíquotas de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para produtos da linha branca, como geladeira e fogão. Sem a prorrogação, o IPI menor terminaria neste sábado.
O governo também prorrogou, por mais três meses, a redução das alíquotas do IPI para móveis, laminados, papel de parede e luminárias.  O anúncio foi feito após o ministro se reunir na tarde desta sexta, em São Paulo, com representantes da indústria de eletrodomésticos, móveis e varejo.
“É bom que a população aproveite porque está terminando. É bom o pessoal ir às compras”, disse Mantega.aos jornalistas.
Mantega fala à imprensa nesta sexta (Foto: Darlan Alvarenga/G1)
Mantega fala à imprensa nesta sexta (Foto: Darlan
Alvarenga/G1)
O ministro informou também que tentará incluir no novo decreto a redução de 5% para zero ad alíquota de IPI para painéis de madeira. A "tentativa", segundo o ministro, é porque o decreto com os anúncios desta sexta já estava pronto, e precisará ser alterado para incluir o item. Mantega garantiu, porém, que o produto também terá IPI zero até setembro.
A redução do IPI para os painéis foi uma solicitação da indústria de móveis, segundo Mantega, uma vez que o item é considerado uma das principais matérias primas na fabricação de móveis.
Mantega também anunciou a prorrogação, até o final do ano, da isenção de cobrança do PIS e da Cofins sobre massas, que valeria até este sábado. A alíquota, que era de 9,25%, foi reduzida em dezembro do ano passado. A isenção de PIS/Cofins sobre os pães já tinha validade até dezembro deste ano.

Contrapartidas 
Mantega destacou que, com a prorrogação dos tributos menores, tanto a indústria quanto o varejo se comprometeram a manter o repasse da redução de imposto ao consumidor, bem como a manter o nível de emprego, com expansão. Os empresários firmaram ainda o compromisso de manter o nível de nacionalização dos produtos.

Os empresários presentes ao encontro informaram que, com a redução da tributação, as vendas da linha branca cresceram 22% de janeiro a maio na comparação com o ano anterior. Já no setor de móveis, houve alta de 2,5% na produção da indústria no acumulado do ano. O setor acredita que com a prorrogação do incentivo poderá crescer até 6% neste ano.
Renúncia fiscal
A redução de tributos deve custar ao governo uma perda de R$ 684 milhões em arrecadação. A renúncia fiscal sobre a linha branca deve ficar em R$ 180 milhões para os dois meses. Para os móveis, sem incluir os painéis, a renúncia deve somar R$ 197 milhões.

Outros R$ 22 milhões representam os cortes de imposto sobre luminárias, laminados a papel de parede. Já a isenção de PIS e Cofins sobre as massas deve somar R$ 285 milhões.
Motivos
A redução do imposto para linha branca foi anunciado, inicialmente, na primeira etapa da crise financeira, em 2009. Posteriormente, voltou a ser implementado no fim do ano passado, sendo renovado em março deste ano por mais três meses.

Por trás da redução da cobrança, está a intenção do governo de combater os efeitos da crise financeira internacional na economia brasileira e estimular o Produto Interno Bruto (PIB), que sente o impacto da crise financeira internacional. No primeiro trimestre deste ano, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o crescimento, calculado sobre os três últimos meses do ano passado, foi de apenas 0,2%.
Na semana passada, Mantega tinha negado que uma nova prorrogação da medida pudesse ocorrer. Segundo ele, o governo não "pensa" em prorrogar o IPI baixo.
Os empresários, no entanto, pressionaram pela renovação. No último dia 20, o presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Lourival Kiçula, se reuniu com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, para pedir a renovação da medida.
Fazenda espera crescimento acima de 2,7% em 2012
Questionado sobre o crescimento da economia no ano, o ministro da Fazenda afirmou que continua otimista. “Eu vou falar de projeção do segundo semestre. No segundo semestre, nós estaremos crescendo 3,5% a 4%”, disse Mantega.

Sobre o crescimento do PIB no ano, Mantega disse que a meta é ficar “acima do que nós crescemos no ano passado”, quando ficou em 2,7%.
Questionado se as projeções da Fazenda para o ano não estariam otimistas demais, uma vez que o próprio Banco Central (BC) já projeta que o crescimento do país no ano ficará em 2,5%, o ministro disse acreditar que o conjunto de que estão sendo aplicadas pelo governo ajudarão na retomada do crescimento.
“Não é otimismo, é realismo. Na verdade, nós temos que trabalhar para conseguir atingir essas metas”, disse Mantega. “Se trabalharmos, se continuarmos reduzindo a taxa de juros, os spreads dos bancos – isso já está acontecendo –, se conseguirmos aumentar o crédito, se continuarmos reduzindo tributos e aumentando a competitividade da indústria brasileira, nós vamos conseguir atingir metas mais ambiciosas”, completou.
Texto adaptado e comentado por Emerson Santana
*Graduado em Ciências Econômicas pela UFSJ – São João Del Rei/MG
* Especialista em Gestão em Finanças  pela UFSJ- São João Del Rei/MG
* Consultor Administrativo e Financeiro
* Ministra Cursos de Orçamento Pessoal e Familiar
* Ministra Cursos de Gestão Financeira para MPE's in Company







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