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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Preocupante...Consumidor planeja cada vez menos o orçamento doméstico


Pesquisa mostra que as pessoas finalizam mais um ano sem saber como controlar os gastos

O consumidor de Belo Horizonte está, aos poucos, deixando o planejamento financeiro de escanteio. A Pesquisa de Orçamento Doméstico, realizada pela Fecomércio MG, mostra essa queda no decorrer do ano de 2012. Em dezembro, 76,9% dos consumidores entrevistados afirmaram que buscam planejar o orçamento mensal. Entretanto, esse é o menor índice registrado pela pesquisa desde o mês de março (70,1%). Neste mês, entre os que planejam os gastos, a maioria (44,8%) disse que segue apenas parcialmente, enquanto 26,8% seguem rigidamente. Os que planejam e não seguem somam 5,3%. 

Dessa forma, o planejamento de maneira ineficaz representa 50,1%, confirmando que, mesmo com a intenção, o consumidor da capital não é bem sucedido na tentativa de controlar as finanças. Prova disso é o número de pessoas que compra por impulso. Em dezembro, 50,1% dos entrevistados afirmaram comprar sem planejar. Apesar da ligeira queda do índice em relação a novembro (55,3%), o número ainda é bastante significativo. Para o supervisor de pesquisa da Fecomércio Eduardo Angelo Gonçalves Dias, esses indicadores reforçam a falta de cultura do brasileiro em relação à educação financeira, o que resulta, quase sempre, no descontrole orçamentário, uma das principais causas da inadimplência.

Mais uma vez, o cartão de crédito é o responsável por grande parte da inadimplência. De acordo com a pesquisa, em dezembro o meio eletrônico representou 62,4% do peso dos compromissos financeiros no orçamento doméstico, registrando aumento em relação a novembro, quando correspondeu a 59,4%. O uso dos cartões de loja também apresentou aumento no decorrer dos últimos meses. Em dezembro, 8,3% afirmaram que o meio de pagamento pesou no orçamento; há dois meses o índice era de apenas 5,4%. “Os meios eletrônicos exercem força cada vez maior nas transações comerciais. É nítida a sua liderança absoluta e a relativa estabilidade em relação aos demais compromissos financeiros”, enfatiza o supervisor.

Fonte: Fecomércio MG em 20/12/2012

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