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sábado, 23 de novembro de 2013

Auto Escola - Indicador de Gestão: Cartão de Crédito!!!

AUTO ESCOLA - Você empresário, conhece os 


indicadores de gestão da sua empresa?





Desde 2010, atuando no segmento de Auto Escola, a Exata Soluções Consultoria vem traçando um perfil e informações deste segmento, com o intuito de auxiliar e promover o desenvolvimento dessas empresas. A Exata Soluções Consultoria, estará publicando artigos de diversos indicadores de gestão, que poderão auxiliar essas empresas neste mercado tão competitivo.

Indicador de Gestão: Cartão de Crédito

Cartão de crédito é uma forma de pagamento eletrônica. O cartão de crédito pode ser usado como meio de pagamento para comprar um bem ou contratar um serviço. Essa modalidade de pagamento vem a cada dia se tornando mais frequente e passou a ser adotada por toda a população que utiliza os serviços bancários. Os motivos para a utilização do cartão de crédito são variados, desde o fator segurança, comodidade, limites de crédito que proporcionam maior poder de compra, entre outros.

No segmento de Auto Escola, essa tendência não é diferente. Os clientes cada vez mais utilizam essa forma de pagamento e os empresários, também adotaram essa forma de concessão de crédito por alguns motivos, sendo eles: segurança, movimentação de menor quantidade em dinheiro em seus estabelecimentos; garantia de recebimento, diminuição do fator inadimplência; oportunidade e facilidade ao seu cliente, oferecer melhores formas de parcelamento, entre outros.


Você empresário, tem a gestão deste indicador?


* (1) Como os percentuais de vendas (%) se realizam em sua empresa? Débito (%), Crédito à vista (%) ou Crédito Parcelado (%)?

* (2) Como você incentiva as vendas no Cartão? A sua política é voltada para o Débito, Crédito à Vista ou Parcelado? Se para o crédito parcelado, qual a forma de parcelamento? Em até 3x, 6x, 10x ou 12x?

* (3) Como você negocia as taxas junto às operadoras? Não negocia? Aceita as taxas que eles praticam?

* (4) Negociar melhores taxas faz a diferença?

* (5) Vender no Cartão de Crédito, interfere no custo de venda da empresa? Ou são apenas despesas financeiras? Ou ainda, interfere na política tributária da empresa?

Estas são algumas indagações que este indicador de gestão nos sugere, proporcionando algumas reflexões.

De acordo com a questão (1), o gráfico abaixo da empresa Auto Escola "X", apresenta os percentuais de como as vendas se realizaram no 01 semestre de 2012, sendo: 28% no débito, 10% no crédito à vista e 62% no crédito parcelado.




No gráfico 02, referente ao 01 semestre de 2013, a empresa através de um acompanhamento e estratégia de venda, conseguiu agir e otimizar a utilização desta concessão de crédito da seguinte forma: aumentou a venda no débito de 28% em 2012 para 47% em 2013; diminuiu a venda no crédito parcelado de 62% em 2012 para 49% em 2013. O que isso representa? Aumentando o percentual de participação no débito e diminuindo no crédito parcelado, os custos de venda referente às taxas praticada são menores para o débito.
Vejamos um exemplo:
Simulação de venda:

Venda no Cartão; R$ 15.000,00 (quinze mil Reais) / mês

Taxa débito (Santander): 1,70%
Taxa crédito parcelado (Santander): 3,25%

Em 2012:
Débito: 28% x 15.000,00 = 4.200,00 x 1,70% =R$ 71,40 ref a taxa (custo de venda)
Crédito: 62% x 15.000,00 = 9.300,00 x 3,25% =R$ 302,25 ref a taxa (custo de venda)

Total pago referente a taxa praticada pela operadora: R$ 373,65 

Em 2013:
Débito: 47% x 15.000,00 = 7.050,00 x 1,70% = 119,85 ref a taxa (custo de venda)
Crédito: 49% x 15.000,00 = 7.350,00 x 3,25% =238,87 ref a taxa (custo de venda)

Total pago referente a taxa praticada pela operadora: R$ 358,72

Isto é, com a gestão deste indicador, acompanhando ou incentivando a mudança de comportamento para a utilização do cartão de crédito, a empresa otimizou R$ 14,92 (quatorze Reais e noventa e dois centavos) no mês apurado. Em um cenário de 12 meses, essa economia poderá representar R$ 179,10 (cento e setenta e nove Reais e dez centavos). Este valor, somado aos inúmeros itens de despesas que uma empresa detém, representará uma gestão de custos e economia significativa no ano vigente.




De acordo com a questão (2), incentivar um parcelamento muito elástico no cartão de crédito pode ser um opção não muito saudável para a empresa, haja visto, o aumento das taxas praticadas para parcelamento acima de 6 vezes.
Este segmento possui uma característica de pagamentos a credores num prazo médio de 30 dias (posto de combustível, salários, oficina mecânica e outros). Quando a empresa utiliza um parcelamento muito elástico, isso tende a comprometer o capital de giro da empresa, trazendo para perto os pagamentos e afastando os recebimentos. Isso poderá induzir o empresário a lançar mão das antecipações dos recebíveis, prática muito comum oferecida pelas operadoras de cartão de crédito a mais uma taxa de juros que pode ir de 2% a 4,5%.  Essas taxas representarão a partir de então, despesas financeiras, aumentando as despesas e comprometendo o lucro da empresa.

De acordo com a questão (3) e (4), segue um comparativo de taxas praticas pelas operadoras:

Santander:
Débito: 1,70%
Crédito à vista: 3,10%
Crédito parcelado: 3,25%
Taxa média: 2,68%

Itaú Visa:
Débito: 2,50%
Crédito à Vista: 3,80%
Crédito parcelado: 4,80%
Taxa média: 3,70%

Vale a pena negociar ou não? Uma empresa do segmento, mediante o volume de vendas no cartão de crédito negociou tais taxas. Esta empresa está otimizando os seus gastos com taxas em torno de R$ 1.600,00 (mil e seiscentos Reais) ao mês.

De acordo com a questão (5), as vendas no cartão de crédito podem influenciar a política tributária da empresa. Uma ação de vendas fundamentada no marketing pode gerar um alto custo tributário, caso essa ação promova um crescimento do faturamento de forma muito abrupta, fora da realidade do mercado. No gráfico abaixo, podemos verificar a evolução e aumento da média de participação de vendas do cartão de crédito em relação ao faturamento da empresa, onde em 2012 representava 30% e em 2013 está em 36%, um crescimento de 20%.


 
Este indicador de gestão é importante para a sua empresa? Você tem a gestão deste indicador?

Abordamos neste artigo o indicador de gestão Cartão de Crédito.
Em breve outros estudos de caso serão publicados.

Att.

Emerson Santana


Texto/Opinião: Emerson Santana.
* Graduado em Ciências Econômicas pela UFSJ – São João Del Rei/MG
* Especialista em Gestão em Finanças  pela UFSJ- São João Del Rei/MG
* Especialista em Gestão, Educação e Segurança para o Trânsito - Belo Horizonte/MG
* Consultor Administrativo e Financeiro
* Ministra Cursos de Orçamento Pessoal e Familiar
* Ministra Cursos de Gestão Financeira para MPE's in Company 







quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Auto Escola - Indicador de Gestão: FATURAMENTO - Desvendando o Mistério!!!

DESVENDANDO O MISTÉRIO


AUTO ESCOLA - Você empresário, conhece os 


indicadores de gestão da sua empresa?


Desde 2010, atuando no segmento de Auto Escola, a Exata Soluções Consultoria vem traçando um perfil e informações deste segmento, com o intuito de auxiliar e promover o desenvolvimento dessas empresas. A Exata Soluções Consultoria, estará publicando artigos de diversos indicadores de gestão, que poderão auxiliar essas empresas neste mercado tão competitivo.

Indicador de Gestão: Faturamento x comparativo do mesmo período com mais empresas do segmento, tanto da capital, quanto do interior do Estado.

No primeiro artigo lançado sobre o indicador de gestão, FATURAMENTO (leia mais), abordamos e conceituamos o período de sazonalidade que as empresas do segmento passam ao longo do ano. Demonstramos a importância do conhecimento deste indicador para a execução de ações de modo a minimizar ou maximizar os efeitos dessa sazonalidade. 

O intuito de demonstrar a existência desses períodos é alertar aos empresários do segmento que o FATURAMENTO apresenta oscilações de crescimento e queda em períodos muito comuns ao longo do ano e que a partir de um planejamento financeiro eficiente é perfeitamente possível superar as dificuldades de queda e oportunidades de crescimento deste indicador.

Vejamos abaixo, os gráficos de Auto Escolas da capital e interior do Estado, desvendando o mistério da sazonalidade.

Empresas da capital: "X" e "U"
Empresas do interior: "Y" e "Z"












Podemos destacar:

Período sazonal 1: queda de janeiro para fevereiro e/ou março (carnaval).
Período sazonal 2: queda de maio para junho.
Período sazonal 3: queda de outubro a dezembro.

As oscilações de crescimento do faturamento, geralmente atingem de 3 a no máximo 4 picos acima do intervalo de normalidade de faturamento que se forma ao longo do ano. Algumas empresas apresentam maiores ou menores variações em crescimentos de faturamento em virtude de ações de vendas e marketing diferenciadas.

Já os períodos sazonais são característicos do segmento e se revelam nos meses sinalizados em "vermelho". Sendo assim, os empresários do segmento, a partir desses trabalhos realizados poderão se preparar melhor para enfrentar o ano de 2014.

Porém, cuidado ou estejam em alerta, pois eventos como CARNAVAL, COPA DO MUNDO E ALTOS CUSTOS EM INVESTIMENTOS EM CÂMERAS NOS VEÍCULOS E SIMULADOR DE DIREÇÃO, poderão interferir e muito nestas sazonalidades iminentes em 2014.


Estamos abordando neste primeiro momento somente o indicador de gestão Faturamento.
Em breve outros estudos de caso serão publicados.

Att.

Emerson Santana


Texto/Opinião: Emerson Santana.
* Graduado em Ciências Econômicas pela UFSJ – São João Del Rei/MG
* Especialista em Gestão em Finanças  pela UFSJ- São João Del Rei/MG
* Especialista em Gestão, Educação e Segurança para o Trânsito - Belo Horizonte/MG
* Consultor Administrativo e Financeiro
* Ministra Cursos de Orçamento Pessoal e Familiar
* Ministra Cursos de Gestão Financeira para MPE's in Company 



quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Auto Escola - Você empresário, conhece os indicadores de gestão da sua empresa? FATURAMENTO



Todos os esforços feitos para a melhoria da qualidade do ensino e aprendizagem devem ser tratados como algo louvável. 

Utilizar cada vez mais recursos tecnológicos para promover a conscientização dos motoristas sobre a necessidade de cumprir as regras de trânsito, também deve ser tratado como algo louvável.

Afinal, é perceptível a mudança ocorrida no processo de ensino praticado nos Centros de Formação de Condutores pelos Instrutores de Legislação, Diretores de Ensino, através de  aulas práticas,  recursos multimídia, projetores, vídeos de sites especializados e outros aparatos mais.

Um SIMULADOR DE DIREÇÃO, tendo o seu propósito de auxiliar, promover simulações e experiências ao aluno antes de iniciar a prática de direção, também irá contribuir muito com o processo de aprendizagem, facilitando e minimizando os riscos inerentes das aulas práticas para o aluno, o instrutor e cidadãos no trânsito.

Mas, uma dúvida paira sobre os proprietários de CFC's:

Os CFC's são micro empresas, geralmente administradas pelos seus proprietários mais pelo conhecimento técnico do que realmente pelo conhecimento gerencial. 

Geralmente, são empresas que tentam sobreviver a cada ano para conseguir atender às exigências sempre impostas para a renovação do alvará. Agindo assim, essas empresas acabam deixando de lado as ferramentas imprescindíveis à uma boa administração; como planejamento, organização, controle, direção, designação. Esse tipo de comportamento é peculiar neste setor, são tantas as imposições, que falta tempo e energia para pensar na própria empresa.

Pensar na própria empresa, significa minimamente, aplicar as funções básicas da Administração, se planejar, controlar os seus custos, focar no mercado, atender bem os seus alunos,  clientes e focar no seu objetivo de formar um cidadão para o trânsito. Indo um pouquinho mais além, é saber não de forma intuitiva e sim técnica, se mais este aparato e exigência irá trazer retorno para empresa e em quanto tempo. 

As empresas poderão aumentar os seus preços? O mercado pagará por isso? Qual o tempo mínimo para o retorno deste investimento?  Existe mão de obra farta no mercado? Como investir mais no processo de qualificação dos funcionários? Depois desse processo, a carga horária das aulas práticas não deveriam ser aumentadas também para desenvolver ainda mais a prática e habilidade do aluno dentro do ambiente e sistema trânsito? 

Entendo que esta prestação de serviço deva sim seguir em uma via de mão dupla, preocupado com a melhoria no processo de aprendizagem;  tendo o foco de termos motoristas mais conscientes, preocupados com a vida, com o respeito mútuo no trânsito; mas também, um amparo e respeito maior para com esses profissionais e proprietários destas empresas, que tanto fazem por cada cidadão. 

Primar pela vida, formar condutores, melhorar o processo de aprendizagem é responsabilidade de todos nós, profissionais ou não do trânsito, mas não podemos esquecer que é de inteira e total responsabilidade do nosso governo amparar a sociedade com mais Educação, através de campanhas educativas, com a melhoria da infra-estrutura das cidades e rodovias, assim como, aumentar a fiscalização. 

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AUTO ESCOLA - Você empresário, conhece os 


indicadores de gestão da sua empresa?

Exata Soluções Consultoria tem um exclusivo sistema de treinamento em Gestão Financeira Pessoal e Empresarial através de um Modelo desenvolvido e aplicado de forma simples, objetiva e eficiente. Através deste sistema a empresa obterá relatórios e indicadores de desempenho financeiros de uso diário e permanente, que irão possibilitar análises reflexivas sobre o seu desempenho, facilitando tomadas de decisões, buscando a melhoria dos resultados, redução dos custos e conquistas de novos mercados.

Desde 2010, atuando no segmento de Auto Escola, a Exata Soluções Consultoria vem traçando um perfil e informações deste segmento, com o intuito de auxiliar e promover o desenvolvimento dessas empresas. A Exata Soluções Consultoria, estará publicando artigos de diversos indicadores de gestão, que poderão auxiliar essas empresas neste mercado tão competitivo.

Indicador de Gestão: Faturamento

Você conhece o segmento onde você trabalha? O que é faturamento? Como você se planeja para realizá-lo? Ele se realiza de forma constante ao longo do ano? Neste segmento, exitem períodos sazonais? Sazonalidade, é uma característica de um evento que ocorre sempre em uma determinada época do ano.

Com essa definição, podemos tratar o faturamento como um evento que apresenta uma característica de elevação e queda em alguns períodos específicos do ano, o que nos possibilita traçar estratégias e elaborar planejamentos específicos para superar e atingir objetivos, minimizando ou otimizando os impactos dessa sazonalidade.

Você sabe quais períodos são esses? Já parou para pensar naquela falta de dinheiro, naquela euforia quando o faturamento cresce de forma inesperada e angústia por uma queda abrupta no mês seguinte sem explicação alguma?

Será que tudo isso é obra do "acaso"?

Vejamos através de gráficos o comportamento e características de algumas empresas que não acompanham de forma devida o seu faturamento.



O gráfico da Auto Escola "X" 2011, apresenta uma linha de faturamento com grandes oscilações, sem um acompanhamento devido, sem uma metodologia de coleta de informações e ações confiáveis, resultando numa verdadeira falta de controle do seu bem mais precioso, as suas receitas. Podemos observar, que neste ano a empresa teve 7 pontos de faturamento abaixo da linha média de faturamento. Em setembro, foi registrado um crescimento desproporcional, seguido de uma queda abrupta e constante nos meses seguintes findando-se em dezembro.



O gráfico da Auto Escola "X" 2012, apresenta uma linha de faturamento mais estável, onde após implementado uma metodologia financeira fundamentada na padronização das informações e ações de vendas e análises do mercado, a empresa passou a ter o domínio deste indicador de gestão; o Faturamento. Com o acompanhamento devido, podemos observar que a empresa neste ano de 2012 atingiu 8 pontos de faturamento acima da linha média de faturamento, contra 4 pontos abaixo da linha média de faturamento em 2012 e 7 pontos abaixo em 2011. 



O gráfico da Auto Escola "X" 2013, também apresenta uma linha de faturamento mais estável, registrando até outubro, 7 pontos acima da linha média de faturamento, contra 3 pontos abaixo da linha média de faturamento. 

Os períodos sinalizados em vermelho neste gráfico comparativo demonstram os períodos sazonais de queda de faturamento. 

Podemos destacar:

Período sazonal 1: queda de janeiro para fevereiro e/ou março (carnaval).
Período sazonal 2: queda de maio para junho.
Período sazonal 3: queda de outubro a dezembro.

Estes períodos de queda no faturamento são características deste segmento, períodos onde o gestor deve promover ações de vendas, acompanhar o faturamento e otimizar resultados. 

Dessa forma, percebemos que o cenário para 2014 irá se repetir, porém com um agravante; o evento CARNAVAL, COPA DO MUNDO E ALTOS CUSTOS EM INVESTIMENTOS EM CÂMERAS NOS VEÍCULOS E SIMULADOR DE DIREÇÃO.

Como lidar com dois períodos sazonais no primeiro semestre de 2014 e ainda tendo que investir em um SIMULADOR DE DIREÇÃO  de alto custo?

Como lidar com um período que apresenta queda de faturamento (Maio para Junho) e conciliar com um evento externo do porte da Copa do Mundo? 

Este ano de 2013, com a Copa das Confederações e feriado decretado pelo Governador de Minas Gerais em um único dia do jogo da seleção, impactou em uma queda de 28% do faturamento. O que acontecerá em 2014?

O que serão os meses de maio e junho para as Auto Escolas com um evento deste porte? 

Como essas empresas se sustentarão com uma queda eminente de faturamento e um investimento de tamanho impacto nos custos destas empresas?

É hora de se mobilizar, de forma legítima e até por meio judicial para impedir a derrocada desse segmento. 

Estamos abordando neste primeiro momento somente o indicador de gestão Faturamento.
Em breve outros estudos de caso serão publicados.

Att.



Texto/Opinião: Emerson Santana.
* Graduado em Ciências Econômicas pela UFSJ – São João Del Rei/MG
* Especialista em Gestão em Finanças  pela UFSJ- São João Del Rei/MG
* Especialista em Gestão, Educação e Segurança para o Trânsito - Belo Horizonte/MG
* Consultor Administrativo e Financeiro
* Ministra Cursos de Orçamento Pessoal e Familiar

* Ministra Cursos de Gestão Financeira para MPE's in Company 






sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Simulador de Direção - Enfim, alguém com coragem para falar sobre este assunto!!!

Deputado denuncia lobby de R$ 360 milhões para obrigar simuladores de direção nas autoescolas




Deputado Marcelo Almeida, em artigo-denúncia, diz que escândalo do mensalão poderá

 se transformar em “piada de salão” pelo astronômico valor que envolve o lobby dos

 simuladores de direção nas autoescolas: R$ 360 milhões; o parlamentar paranaense,

 que dirigiu o Detran no governo Roberto Requião, afirma que fabricante internacional

do equipamento quer aprovar lei no Congresso Nacional.


O deputado federal Marcelo Almeida (PMDB-PR), membro da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, em artigo de opinião, denunciou nesta quinta (26) a existência de um forte lobby no Congresso para aprovar a obrigatoriedade de simuladores de direção nas autoescolas em todo o país. Segundo o parlamentar, o negócio, se aprovado, movimentará de imediato mais de R$ 360 milhões, haja vista a existência de 12 mil CFCs (Centros de Formação de Condutores).
Almeida, ex-diretor-geral do Detran do Paraná, diz que os brasileiros não podem permitir mais um mico acerca da legislação de trânsito. Ele se lembra da obrigatoriedade do kit dos primeiros socorros, que movimentou milhões de reais, mas que não vingou.
“O lobby dos simuladores é forte e está trabalhando no Congresso Nacional desde o ano passado para tentar incluir no Código de Trânsito Brasileiro a exigência desses equipamentos. Isso porque o investidor internacional exigiu que a obrigatoriedade ganhasse força de lei, para assegurar o retorno financeiro. Afinal, de imediato, cada um dos 12 mil CFCs cadastrados no Brasil teriam que comprar pelo menos um equipamento desses. Cada simulador custa cerca de R$ 30 mil. Ou seja, um mercado de R$ 360 milhões, só no primeiro ano, pois os softwares desses equipamentos serão permanentemente atualizados”, diz um trecho do artigo, que prevê um novo escândalo nacional.
A seguir, leia a íntegra do artigo-denúncia de Marcelo Almeida:
Simuladores ou dissimulados?
por Marcelo Almeida*
Apesar de não ter formação circense, tenho exercitado o malabarismo na Câmara dos Deputados, especialmente como membro da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). São tantos projetos importantes que passam semanalmente sob a nossa análise, que é sempre necessário deixar um assunto no ar enquanto se discute outros dois temas da pauta. O exercício de lidar, ao mesmo tempo, com essa diversidade de temas e manter a equidade de atenção nos deixa um pouco estrábicos. Sim, nosso olhar não pode ser paralelo, pois é preciso ter sempre um olho no gato e outro no peixe.
Graças a essa habilidade adquirida no exercício parlamentar, estou trabalhando para frustrar a estratégia do lobby dos simuladores de direção, tentando reverter a tendência de aprovação do projeto de lei 4.449/2012 pela CCJC. A matéria deve ir para votação nesta quarta-feira (25). Por isso, faço uso desse artigo para tentar mobilizar a opinião pública pela rejeição da proposta, que pode se transformar em um novo escândalo nacional.
O PL 4.449/12 altera o Código de Trânsito Brasileiro para exigir a obrigatoriedade de aulas de direção nesses simuladores durante o processo de formação de novos condutores no Brasil. O projeto tenta transformar em lei o disposto na Resolução 444, de 25 de junho de 2013, do Conselho Nacional de Trânsito, que estipulou prazo até 31 de dezembro deste ano para que todos os Centros de Formação de Condutores – as conhecidas autoescolas – tenham simuladores de direção como parte obrigatória de sua infraestrutura de ensino.
Se estivesse desatento no dia em que esse assunto entrou na pauta da CCJC, o projeto já estaria aprovado. Como ex-diretor do Detran-Paraná e conhecedor do assunto trânsito, questionei a efetividade da proposta e apresentei voto em separado, contrário à aprovação do projeto. Mais que isso, protocolei o Projeto de Decreto Legislativo 1263/2013, sustando os efeitos da Resolução 444/2013 do Contran.
O lobby dos simuladores é forte e está trabalhando no Congresso Nacional desde o ano passado para tentar incluir no Código de Trânsito Brasileiro a exigência desses equipamentos. Isso porque o investidor internacional exigiu que a obrigatoriedade ganhasse força de lei, para assegurar o retorno financeiro. Afinal, de imediato, cada um dos 12 mil CFCs cadastrados no Brasil teriam que comprar pelo menos um equipamento desses. Cada simulador custa cerca de R$ 30 mil. Ou seja, um mercado de R$ 360 milhões, só no primeiro ano, pois os softwares desses equipamentos serão permanentemente atualizados.
A exigência do simulador na formação dos novos condutores – candidatos à primeira habilitação – também será estendida aos antigos condutores no momento da renovação das suas CNHs (Carteira Nacional de Habilitação), como aconteceu com o curso de atualização de Primeiros Socorros. Isso vai encarecer todos esses serviços, sem que haja qualquer comprovação técnica e científica de que esses equipamentos resultarão na redução dos acidentes e das vítimas de trânsito no Brasil.
A exigência do simulador de direção nos cursos de formação corre o risco de ser mais um “mico” como o kit Primeiros Socorros para os carros, obrigatoriedade que durou pouco, movimentou milhões de reais e não teve qualquer eficiência.
Segundo o Dicionário Aurélio, a palavra “simulador” significa “pessoa que simula ou usa de simulação / Aparelho capaz de reproduzir o comportamento de outro aparelho cujo funcionamento se deseja estudar, ou de um corpo cuja evolução se quer seguir”. Pra mim, esse projeto deve ser batizado de “Proposta do Dissimulador”, pois, segundo o mesmo Aurélio, dissimulador é aquele de dissimula; “enganador; hipócrita”.
Pra mim, chega de enganação quando o assunto é segurança no trânsito. Estamos com um olho no gato e outro no peixe.
*Marcelo Almeida é engenheiro civil, deputado federal pelo PMDB-PR, coordenador da Bancada Paranaense no Congresso Nacional, ex-diretor do Departamento de Trânsito do Paraná.

Fonte: http://www.esmaelmorais.com.br

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